domingo, 14 de abril de 2013

FICHA DE TRABALHO: MUNDO GREGO




Para cada uma das questões, escolha a alínea que considere mais correcta

1)    Os factores de unidade do espaço mediterrâneo são:
a)    as montanhas, os rios e as ilhas;
b)    o mar e o clima;
c)     as penínsulas e as cordilheiras.

2)       Na cidade-estado grega, a  Ágora era:
a)    a zona mais alta da cidade, rodeada de muralhas;
b)    o local onde se situavam os edifícios político-militares e os principais templos;
c)       a praça pública, situada na parte baixa da cidade onde se reuniam os cidadãos.

3)       Clístenes ficou conhecido:
       
a)     por editar leis que reduziram os poderes políticos dos cidadãos;
b)     por ser um herói lendário;
c)       por empreender um conjunto de medidas destinadas a alargar o corpo cívico da cidade-estado.


4)    O regime político ateniense nos séc. V e IV A.C. é o de  uma democracia directa porque:
a)    o governo era exercido pelos próprios cidadãos;
b)    os cidadãos podiam eleger os seus representantes;
c)       só os cidadãos podiam ser eleitos para os cargos públicos.


5)    Isonomia era:
a)    A igualdade de acesso aos cargos públicos;
b)    A igualdade de direito no uso à palavra;
c)       A igualdade perante a lei.

6)    As mistoforias eram:
a)    As festas em honra da deusa Métis;
b)    As remunerações para os cargos públicos;
c)     As lendas dos heróis gregos.

7)    Qual dos seguintes órgãos não fazia parte da organização do poder político em Atenas nos séculos V e IV A.C.?
a)    A Bulé;
b)    O Senado;
c)     A Eclésia.

8)    A ordem arquitectónica dórica caracteriza-se, entre outros elementos, por:
a)    Colunas de arestas vivas, sem base e capitel simples;
b)    Colunas de arestas cortadas, assente numa base, com capitel de volutas e friso contínuo;
c)     Colunas lisas, sem base, capitel esculpido (em forma de acanto, de mulher, homem) e sem friso.

9)    Excluídos da cidadania eram em toda a Grécia:
a)    Os escravos;
b)    As mulheres e os escravos;
c)     As mulheres, os escravos e os estrangeiros.


Questões
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Respostas
B
C
C
A
C
B
B
A
C


As termas de Caracalala

Caracala foi imperador romano entre 211 e 217. As termas que mandou construir abriram ao público em 216 e, ainda hoje, figuram como um dos monumentos mais impressionantes da Roma Imperial. A imponente estrutura foi construída em tijolo e argamassa, a uma escala enorme, composta por piscinas, campos de jogos, lojas e jardins. O chão de mosaico, paredes de mármore e abóbadas cobertas de mosaico ou estuque pintado, conferiam ao interior um aspeto extraordinário.

O quotidiano no Império Romano: as "domus"




Os principais órgãos de governo da Atenas democrática


As habitações romanas: a "domus" e as "insulae"



O comércio no Mundo Romano




Um pesadelo chamado Hispânia

A presença romana na Hispânia começou durante a Segunda Guerra Púnica contra Cartago, no ano de 218 a. C. Após a derrota dos Cartagineses, os romanos procuraram submeter a Península, mas a oposição dos povos ibéricos ao seu domínio obrigou a poderosa Roma a várias campanhas militares que duraram cerca de dois séculos.

O florescimento da cultura do açúcar no Brasil

O senhor do engenho era o chefe de um numeroso grupo de homens: os seus familiares, lavradores e oficiais dos vários serviços da fábrica, agregados e escravos. O engenho constituía uma organização complexa: a casa de residência do senhor (a "casa grande"), as dependências da fábrica, a morada dos escravos ( a "senzala"), a capela e, por toda a parte, o canavial. Em geral era a propriedade autosuficiente, importando de fora apenas o que ali não se podia alcançar, além dos artigos de luxo. MELLO, José António de - Brasil, in "Dicionário de História de Portugal".



O tráfico colonial nos séculos XVII e XVIII

A difusão do Renascimento na Europa


O movimento humanista nasceu em Itália com Francesco Petrarca (1304-1374) e ali se desenvolveu no século XV, designadamente em Florença, a capital do Humanismo no tempo de Lourenço de Médicis (1449-1492), que reuniu à sua volta alguns dos maiores espíritos da época como Marsílio Ficino e Pico della Mirandola. A invenção da imprensa pelo estrasburguês Guttenberg, em 1455, forneceu aos humanistas um incomparável instrumento de difusão: em 1500, 236 cidades da Europa tinham já uma ou mais oficinas de impressão. As ideias humanistas, veiculadas pelo latim - a língua comum a todos os europeus cultivados - espalharam-se para além das cidades italianas alastrando a todo o continente - de Espanha à Hungria e de Inglaterra à Polónia. Erasmo de Roterdão (1469-1536) é quem melhor ilustra, pela sua vida e pela sua obra, o ideal humanista: um filólogo que publicou numerosos textos antigos, um moralista, um teólogo e um conselheiro de príncipes.
História da Europa, Editorial Estampa, 1993

As reformas religiosas no século XVI

"O tempo das reformas religiosas - a Europa dividida"
Os discípulos dos grandes reformadores, apoiando-se numa opinião já abalada pelas ideias novas, congregaram e organizaram os seus adeptos, muitas vezes embatendo nos poderes locais. O resultado, na primeira metade do século XVI, foram abalos consideráveis. (...) Na Europa ocidental, a Reforma protestante propagou-se em vários países fora da Igreja tradicional e contra ela, onde príncipes inquietos pelo seu próprio poder e apoiando-se nos opositores à heresia a combateram. Pelo contrário, onde ela foi desejada pelos reis ou pelos notáveis, provocou uma transformação interior das paróquias antigas. (...) Depois da excomunhão de Lutero, em face dos progressos da Reforma, o papado parece, primeiro, hesitar quanto à atitude a tomar (...). Por fim, na intenção de uma reconquista e de uma renovação católica, Paulo III utiliza três meios: a Inquisição, a Companhia de Jesus, o concílio.
 BAUMGARTNER; Mireille - A Igreja no Ocidente, Edições 70, 2001.



As grandes rotas comerciais no século XVI

"Comércio Português e Espanhol no século XVI"

O calçado, um símbolo social na Roma Antiga

Os romanos usaram uma grande variedade de tipos de calçado, de acordo com o seu estatuto social. Existiam três tipos principais de calçado: as soleae, adotadas do mundo grego, um calçado cómodo, ideal para usar em casa; os calcei, o calçado por excelência do cidadão romano, cujo uso era obrigatório, tal como o da toga, para todo o cidadão, fora de casa; as caligae, utilizadas pelos camponeses e, sobretudo, pelos legionários.
 Legenda da imagem: A) Pero: Usado pela plebe, era um calçado sem tacão, que cobria o tornozelo. B) Calceus: Era o calçado formal dos romanos para usar com a toga. Usava-se fora de casa. C) Calceus patricius: Calçado fechado, que subia até à barriga da perna e se atava com tiras cruzadas. D) Caligae: Usadas pelo exército. A sola era reforçada com cravos de ferro ou cobre. E) Soleae: Uma simples sola atada sobre o peito do pé com duas correias. Usava-se sobretudo em casa. Fonte: Revista "História - National Geographic", número 102.














Portugal e o tráfico de escravos

No dia 19 de setembro de 1761, um alvará régio determinou que os negros trazidos da América, África e Ásia fossem considerados livres logo que chegassem aos portos do Reino, um primeiro passo do percurso lento e atribulado de abolição da escravatura.
 Transcrição:
REY
 Conde de Seyxas
Alvará com força de Ley porque Vossa Magestade he servido prohibir, que se possam carregar, nem transportar Escravos pretos de hum, e outro sexo dos Portos da America, Africa, e Asia, para os destes Reinos de Portugal, e dos Algarves; applicando as penas nelle declaradas a todos os que contrariarem a dita Ley, passado o termo de seis Meses, a respeito dos primeiros, e segundos dos referidos Portos, e hum Anno a respeito dos terceiros: Tudo na forma que acima se conthem.
PARA VOSSA MAGESTADE VER
Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Leis, maço 6, nº 40

O (des)encontro de culturas: Portugueses no Japão


 Estes homens são comerciantes. Compreendem, até certo ponto, a distinção entre superior e inferior, mas não sei se existe entre eles um sistema próprio de etiqueta. Bebem em copo, sem o oferecerem aos outros. Comem com os dedos e não com pauzinhos como nós. Não compreendem o significado dos caracteres escritos. São gente que passa a vida viajando de aqui para além, sem morada certa, e trocam os produtos que têm pelos que não possuem, mas no fundo não são má gente.
Crónica Japonesa Teppo-ki (século XVI)
                                                       ... e os Japoneses vistos pelos Portugueses
 A gente do Japão é pouco cobiçosa e muito educada. Quando se vai à sua terra, os mais ricos convidam-vos para comer e dormir em suas casas. São muito desejosos de saberem de nossas terras e de todas as coisas. Em casa é costume estarem sentados com as pernas cruzadas. Comem no chão como os Mouros, com pauzinhos como os Chineses e cada pessoa tem a sua tigela. Estimam muito falar baixo e têm-nos a nós por destemperados porque falamos alto. Cada dia lavam-se duas vezes. As mulheres honradas são muito veneradas por seus maridos: os maridos são mandados por elas.
Jorge Álvares, Informação sobre o Japão (1547)

Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga

Imagem retirada de "Asterix nos Jogos Olímpicos", Meribérica, 1986.
 Na Grécia Antiga, os Jogos Olímpicos reuniam atletas de todas as cidades gregas. Eram realizados no santuário de Zeus, em Olímpia, de 4 em 4 anos...
 Que modalidades olímpicas se conseguem identificar na imagem?

Os Hunos pelo olhar dos Romanos

"Eis as causas a que se deve atribuir a origem das diversas calamidades. Os Hunos, povo pouco conhecido dos Antigos, são de uma ferocidade sem medida. Têm o corpo atarracado, a cabeça volumosa e um excessivo desenvolvimento dos ombros. Dir-se-iam animais bípedes e não seres humanos. Os Hunos não cozinham, nem temperam o que comem; não se alimentam senão de raízes silvestres ou de carne crua que aquecem durante algum tempo, colocando-a sobre o dorso do cavalo e sentando-se em cima. Nenhum teto os abriga; vivem no meio dos bosques e das montanhas, endurecidos contra a fome, a sede e o frio, cobrem-se com peles de rato, cosidas umas às outras. Não possuem vestuário para mudar. É a cavalo que os Hunos se entregam a toda a espécie de ocupações. Não desmontam nem para comer, nem para beber, nem para dormir. Seguem em grupos e caem sobre o inimigo, soltando gritos aterradores. Agrupados ou dispersos, atacam ou fogem com a rapidez de um relâmpago." Amiano Marcelino, historiador romano (c. 330-395)

A Europa cercada: as invasões dos séculos VIII-X

"Formação de sociedade senhorial e vassálica"
 Entre os séculos VIII e X, a Europa foi invadida pelos Normandos, os Húngaros e os Muçulmanos. A instabilidade e a insegurança provocaram profundas alterações económicas, politicas e sociais que iriam perdurar ao longo da Idade Média...

O Romano e o Bárbaro

"Pediste muitas vezes uma descrição de Teodorico (1), o rei godo, cuja gentil educação é elogiada a todas as nações. É um homem que vale a pena conhecer, mesmo por aqueles que não podem desfrutar de uma maior familiaridade. É bem constituído, com o peso acima da média, mas abaixo do gigante. Antes do início do dia ele vai com um pequeno séquito assistir ao serviço dos seus sacerdotes. Reza com assiduidade. As tarefas administrativas do reino ocupam o resto da manhã. Nobres armados estão colocados perto do trono real. Em resumo, podes nele encontrar a elegância da Grécia, a alegria da Gália, a vivacidade italiana, o esplendor dos banquetes públicos com o serviço atencioso da mesa privada, e por todo o lado a disciplina de uma casa real."
 Carta de Sidónio Apolinário (2), c. 454
 "Como queres que eu faça, conforme me pediste, o hino em honra de Vénus? Pois, se vivo no meio de hordas cabeludas. Não ouço falar senão germânico; aplaudo, com ar sombrio, o que canta o Borguinhão, com os cabelos untados de ranço, no meio da embriaguês... Felizes os teus olhos, os teus ouvidos, o teu nariz, porque todas as manhãs dez grosseirões me invadem com o cheiro do alho e da cebola. Tu não és forçado, como eu, a receber, de madrugada, todos estes gigantes, tão numerosos que não caberiam na cozinha de Alcino."
 Carta de Sidónio Apolinário (2), 460
 (1) Trata-se do rei Teodorico II, rei dos Visigodos entre 453 e 466.
 (2) Caius Sollius Modestus Apollinaris Sidonius (c. 430-c. 480) era um aristocrata romano que viveu na Gália durante a sua transformação de província romana para propriedade dos reis francos.

A Europa no Ano Mil

"A Europa no Ano Mil"
 A passagem da Roma cristã à Europa cristã operou-se do século V ao século X.
A organização administrativa, a reflexão teológica, o esforço missionário acompanharam as empresas políticas e militares. Assim, por volta do Ano Mil estava já constituído, das planícies russas até à Espanha - exceptuando uma zona meridional tocada pelo Islamismo -, um mundo cristão que gravitava entre dois pólos: um, o pólo incontestado de Bizâncio; o outro, o pólo - menos
estável - do papado e do Sacro Império Romano-Germânico.

 CARPENTIER, Jean e LEBRUN, François - História da Europa, Ed. Estampa, 1993.

As viagens de Marco Polo

Imagens extraídas de Os Grandes Exploradores de Todos os Tempos, Selecções do Reader's Digest, 1980.
 Nascido em 1254, Marco Polo tinha apenas 17 anos quando partiu de Veneza com o seu pai e o seu tio, negociantes de jóias, em direção ao Catai (China), governada pela dinastia mongol Yuan. Passou 24 anos a explorar o Oriente, um mundo distante e exótico para os europeus, onde viu seda, papel, porcelana, pedras preciosas, ouro e prata. Iniciando a viagem em 1271, os Polo atravessaram a Arménia, a Pérsia e o Afeganistão, chegando a Changtu, na China, em 1275, onde Marco Polo (1) se encontrou com o imperador mongol Kublai Khan (2) [imagem superior]. Nos anos seguintes, por ordem do Khan, Marco Polo viajou por toda a China, pelo Tibete e pela Indochina, regressando a Veneza apenas em 1295. Durante mais de duzentos anos, o seu livro de viagens constituiu a principal fonte de informações acerca do fabuloso Oriente.

Dedicar a vida a Deus: os mosteiros medievais

Imagem "Feudalismo - a vida dos monges,
 A vida monástica pode considerar-se como a forma por excelência da vida religiosa. A vida monástica só apareceu na Igreja no século IV, com as primeiras experiências de fuga para o "deserto", embora antes disso fosse muito frequente por toda a parte a adoção de formas de vida ascética individual ou em pequenos grupos. Durante a Idade Média redigiram-se várias regras, sendo a mais célebre de todas a de São Bento de Núrsia (Itália Central, século VI). Para além dos beneditinos, surgiram, também, outras variantes, como os cistercienses, os franciscanos ou os dominicanos. O modelo monástico implicava a permanência do monge na mesma casa durante toda a sua vida, valorizando a separação do "mundo", a vida contemplativa e a vida comunitária.

A origem medieval das universidades europeias

Mapa "Universidades europeias "
 Depois do desaparecimento das escolas antigas foram os conventos que primeiro continuaram a transmissão das artes liberais. Carlos Magno, que compreendera a importância da escrita para todo o qualquer renascimento da Igreja ou do Estado, procurou criar escolas junto das igrejas episcopais e, mesmo, paroquiais e até dentro do seu próprio palácio. Em 1079, o Papa Gregório VII impôs que cada bispo mantivesse uma escola onde fossem ensinadas as "artes literárias". Mas já, em certas cidades, o afluxo de professores e estudantes e o alargamento do leque dos seus temas de reflexão impeliam o mundo das escolas a libertar-se da tutela dos bispos. O século XIII foi o triunfo de uma nova instituição, a Universidade, na qual se desenvolveu um método de ensino que fora criado nas escolas com base na leitura e comentário dos textos de autoridade: a escolástica. A Universidade, protegida tanto pelo papado como pelos poderes laicos, era simultaneamente uma federação de escolas e uma corporação de professores e estudantes, regida por estatutos ou privilégios que lhe eram próprios. O ensino das artes liberais envolvia as disciplinas de nível superior: o direito, a medicina e, principalmente, a teologia.
 CARPENTIER, Jean e LEBRUN, François - "História da Europa", Ed. Estampa, 1993 (adaptado)

Música no Renascimento: o alaúde

terça-feira, 2 de abril de 2013

ESCRAVATURA NO BRASIL


Os escravos foram a força motriz da economia brasileira até ao fim do século XIX. As monoculturas no Brasil, primeiro a cana-de-açúcar e depois a cultura do café, necessitavam de uma mão de obra numerosa e barata. Os portugueses que tinha ido para o Brasil não iam para trabalhar na lavoura mas sim para fazer fortuna, logo o trabalho pesado teria de ser feito por alguém.
O índio foi o primeiro a ser escravizado para trabalhar na cultura nascente da cana-de-açúcar. Os problemas começaram a surgir muito cedo, pois os indígenas mostravam-se rebeldes à sedentarização e ao trabalho forçado recorrendo a medidas drásticas como o assassinato, a embriaguês ou a fuga. Por seu lado, os Jesuítas mal chegados ao Brasil, tomaram a causa dos índios em mãos. Protegiam-nos dos abusos dos senhores de engenho colocando-os em aldeias criadas para o efeito, onde cultivavam o seu sustento e aprendiam a doutrina. Apesar destas ações, isso não impediu que a escravidão do índio brasileiro continuasse a par da escravização do negro. Nas cidades do sul era frequente empregar os índios em trabalhos domésticos.
Um fator decisivo, para a mudança da política esclavagista, foi sem dúvida o facto do
tráfico negreiro representar uma empresa muito mais lucrativa do que a captura dos índios em terras brasileiras. O tráfico negreiro era um monopólio estatal desde D. João II e a crescente procura de braços para trabalhar nos engenhos que se multiplicavam rapidamente, levou a que se intensificasse o comércio de escravos entre África e o Brasil.
A proveniência dos negros capturados em África pode ser dividida em dois grandes grupos. Com características próprias, temperamento dócil ou agressivo cada grupo dava origem a preferências no mercado negreiro: trabalho pesado ou doméstico. Os Bantos eram originários da África Equatorial e Tropical e eram capturados ou traficados nas terras do Congo, Guiné e Angola. Por sua vez os Sudaneses vinham da África Ocidental, do Sudão ou do norte da Guiné. Entre os Sudaneses havia negros islamizados. Estes protagonizaram uma das mais famosas revoltas de escravos, a Revolta do Malês, em Salvador na Baía, em janeiro de 1835.
Os escravos eram empregues para trabalhar nos engenhos de açúcar, nas minas ou nas cidades.
As condições de vida na fazenda variavam segundo o senhor-de-engenho, mas normalmente o escravo tinha um dia de descanso para se dedicar ao cultivo de uma horta. As mulheres, em geral as mais bonitas, eram escolhidas para fazerem os trabalhos domésticos. O escravo que trabalhava nas minas gozava de mais liberdade e tinha mesmo a oportunidade de garimpar em seu proveito. As mulheres eram uma minoria e dedicavam-se à prostituição, o que lhes permitiria juntar algum dinheiro para comprar a carta de alforria. Os escravos das cidades trabalhavam nas casas, no comércio ou como artesãos. O ensino de um ofício a um escravo era uma mais valia na altura de ser vendido.
A escravatura negra, apesar de um conformismo aparente, não foi passiva. As formas de resistência dos escravos negros iam desde as fugas individuais ao suicídio, passando por formas mais organizadas, como a constituição dos quilombos ou a associação em Irmandades Religiosas. Na sua essência representavam um refúgio e uma forma de preservar o seu estilo de vida e crenças ancestrais. Os quilombos eram aldeias de escravos fugidos fundadas em locais de difícil acesso. Quase sempre, os quilombos foram descobertos e destruídos. O mais famoso destes foi o de Palmares em Alagoas. As Irmandades Religiosas ofereciam proteção e apoio e aos seus membros. Os escravos podiam mesmo almejar a liberdade com a ajuda destas instituições. A fusão do catolicismo com as crenças africanas resultou numa simbiose religiosa, como o candomblé, que hoje empresta um cariz muito próprio à vida espiritual brasileira, sobretudo na região da Baía.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O TRÁFICO NEGREIRO E ENGENHO E COMÉRCIO TRIANGULAR


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“ Os Homens eram empilhados no fundo do porão do navio, acorrentados, com receio de que se revoltassem e matassem todos os brancos que iam a bordo. Às mulheres reservavam a segunda entrecoberta. As crianças eram amontoadas na primeira entrecoberta. Se quisessem dormir caíam uns sobre os outros. Havia sentinas, mas como muitos tinham medo de perder o lugar, faziam aí mesmo as necessidades, principalmente os homens, de modo que o calor e o cheiro eram insuportáveis. Pior do que tudo era o sofrimento dos cativos, de tal forma que muitos não resistiam, morrendo asfixiados, exaustos ou doentes.”
Fonte: Frédéric Mauro, Portugal, o Brasil e o Atlântico In, História e Geografia de Portugal-6ºano Texto Editores

"Os escravos são as mãos e os pés dos senhores do engenho, porque sem eles, no Brasil, não é possível manter e aumentar a área cultivada, nem ter engenho a funcionar."

André João Antonil,inCultura e Opulência do Brasil, 1711

O engenho de açúcar era o nome dado às fazendas produtoras de açúcar no período do Brasil Colonial. Este nome era aplicado também à máquina que moia a cana-de-açúcar e outras instalações envolvidas no processo. Grande parte destes engenhos estava estabelecidos na região nordeste do Brasil. A maior parte do açúcar produzido nos engenhos era destinada ao mercado europeu. Dentro dos engenhos havia também a casa-grande (habitação do senhor de engenho e sua família), a senzala (habitação dos escravos), capela, horta e canavial.
Ilustração de Cícero Dias para Casa-Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CINE HISTÓRIA:Genghis Khan , A lenda de um conquistador


Três amigos de infância. Três irmãos juramentados. Um deles foi iniciado no sacramento e cresceu para ser um grande xamã. Os outros dois seguiram o caminho da guerra e da nação e foram reconhecidos como líderes. Mas só um deles poderia se tornar o governante da terra. Ele foi escolhido e se tornou soberano com o nome de uma antiga divindade, Genghis Khan. Estabeleceu-se, então a nação mongol. Como grande líder militar, Genghis Khan conquistou boa parte do mundo e até hoje é considerado o maior conquistador de todos os tempos. Genghis Khan , A lenda de um conquistador - Dublado

DOCUMENTÁRIO: OS ASTECAS


No passado, poderosos impérios foram forjados do nada, até adquirirem grande poder. Junte-se a Peter Weller, ator e professor da Universidade de Syracuse enquanto ele viaja pelo mundo para mostrar os feitos de engenharia que levaram a ascensão de algumas das maiores civilizações conhecidas pelo homem. De Roma ao Egito dos faraos, da Grécia a Cartago, dos Astecas aos Maias e mais, este programa do History Channel usa técnicas de computação gráfica para explorar a arquitetura, a política e a glória cultural dos maiores impérios do mundo.
Episódio:
OS ASTECAS Não houve império mais poderoso no Novo Mundo do que o império Asteca. Eles superaram os maiores desafios da engenharia e construíram a incrível cidade de Tenochtitlán no meio de um lago. Este apoteótico império fará você acreditar que sonha... da mesma forma como aconteceu com seus conquistadores.

DOCUMENTÁRIO: OS MAIAS


O império Maia guarda grandes mistérios que serão revelados neste filme. Entre os anos 250 e 900 DC construíram altas pirâmides e palácios para honrar a seus deuses, sem a ajuda de metal, animais de carga e nem sequer da roda. Construindo Um Império -Os Maias

DOCUMENTÁRIO:Construindo Um Império Egito


Conheça os segredos do primeiro grande império da história da humanidade. Enquanto outras nações nem engatinhavam, os egípcios executavam verdadeiras obras primas da arquitetura, cuja escala, beleza e sofisticação espantam a todos ainda hoje. Construindo Um Império Egito

DOCUMENTÁRIO: CONFÚCIO: CHINA


Confúcio (em chinês: 孔子, pinyin: Kǒngzǐ; Tsou, 551 a.C. - Qufu, 479 a.C.) é o nome latino do pensador chinês Kung-Fu-Tse ou Kung-Fu-Tzu (chinês: 孔夫子; pinyin: Kǒng Fūzǐ, literalmente "Mestre Kong"). Foi a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político. Sua doutrina, o confucionismo, teve forte influência não apenas sobre a China mas também sobre toda a Ásia oriental. Conhece-se muito pouco da sua vida. Parece que os seus antepassados foram de linhagem nobre, mas o filósofo e moralista viveu pobre, e desde a infância teve de ser mestre de si mesmo. Na sua época, a China estava praticamente dividida em reinos feudais cujos senhores dependiam muito pouco do rei. A sua filosofia enfatizava a moralidade pessoal e governamental, a exatidão nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam destaque na China sobre outras doutrinas, como o Legalismo (法家) ou o Taoísmo (道家) durante a Dinastia Han[1] (206 a.C. - 220 d.C.). O confucionismo foi introduzido na Europa pelo jesuíta italiano Matteo Ricci, que foi o primeiro a latinizar o nome como "Confúcio".

DOCUMENTÁRIO:Roma - A era dos imperadores


Roma - A era dos imperadores

DOCUMENTÁRIO: OS BÁRBAROS: OS LOMBARDOS


Uma sombra ameaçadora recaía sobre o que um dia foi o Imperio Romano. Assaltados por uma onde de Bárbaros violentos. Godos, Hunos, vândalos... a civilização romana de 500 anos estava a beira de um colapso. No século VI, a fome, a guerra e a praga varrem as terras italianas, deixando a morte e a devastação em seu caminho, mas o pior ainda estava por vir. Do norte chegam as últimas ordas bárbaras, ferozmente pagãos, famosos por sua crueldade, eles eram os Lombardos. O golpe final no Império Romano.

DOCUMENTÁRIO: OS MONGÓIS


Era fim do século XII enquanto a Europa se afundava na Idade das Trevas, duas culturas criavam padrões de civilização. Eles eram os estados islamicos da Pérsia e da Ásia central e mais para o oriente um trio de reinos fabulosos na China. Entre eles havia um território deserto e inóspito, as estepes da Eurásia. Mas essa região árida era habitada. Povos nômandes como os Mongóis sobreviviam em condições precárias e lutavam a maior parte do tempo contra a natureza. Essa batalha, sem que eles soubessem, os fortaleceram e os transformaram em grandes guerreiros da história.

DOCUMENTÁRIO: OS BÁRBAROS: OS FRANCOS


Quando o Império Romano dava seus últimos suspiros, ordes bárbaras atacaram de todas as direções. Mas poucos deixaram sua marca tão profundamente quanto esses saqueadores ferozes. Vindos do norte, tirando sua força atraves da fraqueza do império, várias tribos unidas sob o braço poderoso de um líder. Eles foram os francos.

Curta: História Trágica Com Final Feliz - Regina Pessoa.

DOCUMENTÁRIO: OS BÁRBAROS: OS HUNOS


O terror consumia a civilização ocidental, enquanto chuvas de flechas escurenciam os céus o Império Romano era sitiado por bárbaros, cuja a principal arma era o pavor que insipiravam em suas vítimas. Eles eram os Hunos, violentos invasores orientais que pareciam desejar apenas a destruição. Mas eles eram mais do isso. Mestres da estratégia militar e exímios jogadores na diplomacia internacional, eles eram poderosos agentes de mudança. Em sua implacável sede de conquista os Hunos deixariam sua marca indelével na história, libertando forças ilícitas e implantaria uma nova ordem mundial.

CINE HISTÓRIA: ÁTILA, O HUNO


Sinopse: A história gira em torno de Átila e conta como foi a sua caminhada para tornar-se um dos maiores líderes da história. Com seus pais mortos no início do filme, ele é criado pelo seu tio, que já tem um sucessor para o trono. Como guerreiro, conseguiu impor medo até na gigante Roma, que com sua crueldade e esperteza vai tentar de tudo para não ser atacada pelos exércitos do guerreiro principal. Elenco • Powers Boothe Flavius Aetius • Gerard Butler [clique para ver o perfil] Attila • Reg Rogers Valentinian • Simmone Mackinnon N'Kara • Alice Krige [clique para ver o perfil] Placida • Pauline Lynch Galen • Steven Berkoff King Rua • Andrew Pleavin Orestes Atila , o Huno - Dublado

DOCUMENTÁRIO: OS PERSAS

No passado, poderosos impérios foram forjados do nada, até adquirirem grande poder. Junte-se a Peter Weller, ator e professor da Universidade de Syracuse enquanto ele viaja pelo mundo para mostrar os feitos de engenharia que levaram a ascensão de algumas das maiores civilizações conhecidas pelo homem. De Roma ao Egito dos faraos, da Grécia a Cartago, dos Astecas aos Maias e mais, este programa do History Channel usa técnicas de computação gráfica para explorar a arquitetura, a política e a glória cultural dos maiores impérios do mundo. Episódio: OS PERSAS Aos Persas não apenas devemos o Mausoléu de Halicarnaso, uma das sete maravilhas do mundo, mas também outras grandes obras da engenharia.

sábado, 18 de agosto de 2012

DOCUMENTÁRIO: O MUNDO DE DA VINCI


Construindo um Império - O Mundo de Da Vinci - History Channel No passado, poderosos impérios foram forjados do nada, até adquirirem grande poder. Junte-se a Peter Weller, ator e professor da Universidade de Syracuse enquanto ele viaja pelo mundo para mostrar os feitos de engenharia que levaram a ascensão de algumas das maiores civilizações conhecidas pelo homem. De Roma ao Egito dos faraos, da Grécia a Cartago, dos Astecas aos Maias e mais, este programa do History Channel usa técnicas de computação gráfica para explorar a arquitetura, a política e a glória cultural dos maiores impérios do mundo. Episódio: O MUNDO DE "DA VINCI" Leonardo Da Vinci é um nome que nunca deixamos de escutar. A transcendência deste homem renascentista não somente recai em suas célebres pinturas, mas também em suas inovadoras idéias arquitetônicas. Maravilhe-se com as invenções sem precedentes que formam o mundo de Da Vinci, neste episódio de Construindo um Império Mundo Estranho, Leonardo da Vinci - O Homem que Queria Entender de Tudo Sinopse: O documentario conta a vida do italiano Leonardo da Vinci, desde o seu nascimento no pequeno vilarejo de Vinci ate sua morte. Por meio de reconstituicoes de epoca (com atores etc) e entrevistas com alguns dos maiores especialistas na obra, os filmes retratam cada episodio marcante na trajetoria daquele que e considerado uma das mentes mais brilhantes da historia. E tocam em todos os pontos mais curiosos de Da Vinci. Duração: 50 minutos Gênero: Documentário Idioma: Inglês legendado Tamanho: 1,1 GB (Alta definição)

DOCUMENTÁRIO: MAIAS, ASTECAS E INCAS

Civilizações Secretas - Maias, Astecas E Incas O nascimento e desenvolvimento das civilizações Inca, Maia e Azeteca estão envoltas de lenda e mistério. Com uma história e costumes claramente diferenciados das outras civilizações, estas culturas tornaram-se em grandes impérios de notável relevância, apesar de não utilizarem o ferro para a elaboração de objectos ou, no caso dos Incas, uma língua escrita, símbolos indiscutíveis de progresso e poder para outras culturas. Os Incas construíram um império enorme na escarpada paisagem andina, os Maias estabeleceram a sua grande comunidade nas grandes selvas da América Central, enquanto os Azetecas criaram o seu povoado numa ilha no meio de uma lagoa situada nas altas mesetas mexicanas. Estes povos criaram civilizações recorrendo às características naturais das suas terras, desenvolvendo também progressos impressionantes no campo da engenharia, escultura, agricultura, astronomia ou matemáticas. O Odisseia mergulha na história das culturas anteriores a Cristóvão Colombo através dos últimos achados surgidos de escavações recentes realizadas nas zonas habitadas por ambas as civilizações há séculos atrás, além de animações e gráficos criados por computador. Acompanhem-nos nesta viagem no tempo, na qual iremos revelar alguns dos mistérios melhor guardados destas três brilhantes e exóticas civilizações.

CINE HISTÓRIA: GIORDANO BRUNO


Filme histórico que revela os passos mais importantes da vida do monge dominicano, filósofo, astrónomo e matemático italiano Giordano Bruno (1550-1600), uma das figuras mais marcantes do renascimento, interpretado pelo famoso ator italiano Gian Maria Volonté. Giordano preferiu ser queimado na fogueira, pela Inquisição, a 08/02/1600, do que abjurar as suas ideias.

História de Portugal - Das Origens à Revolução de 1245/48.


Volume I - Das Origens à Revolução de 1245/48. A Historia de Portugal. pelo prof. José Hermano Saraiva.

História de Portugal - De D. Dinis à conquista de Ceuta


Volume II - De D.Dinis à Conquista de Ceuta (1248-1415) A História de Portuga pelo prof. José Hermano Saraiva.

História de Portugal - Da Expansão à Restauração


Lições do Professor José Hermano Saraiva sobre o período dos descobrimentos portugueses, iniciado em 1415, até à restauração da independência, face ao domínio filipino, em 1640. História de Portugal 3 - Da Expansão à Restauração

A crise de 1383/1385 - A Batalha de Aljubarrota


As Grandes Batalhas de Portugal - Aljubarrota (1/6)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CINE HISTÓRIA: SÓCRATES

SILOGISMO
1: Todos os homens são mortais.
2: Sócrates é Homem
Conclusão: Logo Sócrates é mortal

Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini, esta superprodução européia é a cinebiografia de Sócrates, um dos maiores filósofos da humanidade. Sócrates - filme completo

segunda-feira, 16 de julho de 2012

INTERPRETAR DOCUMENTOS ESCRITOS


Interpretação de documentos escritos

            Informação
            Os documentos escritos que vais encontrar nos teus manuais podem ser da própria época que se está a estudar [documentos históricos] ou de uma época posterior àquela, mas que a ela se refere (documento historiográfico). É através dos documentos históricos que se reconstrói o passado. Os documentos escritos incluídos nos teus manuais ajudam-te a construir os conhecimentos. É necessário, portanto, saberes interpretá-los, ou seja, extrair deles toda a informação possível. Sugerimos, então, as seguintes etapas de: exploração e a procura dos seguintes elementos:
            a) Título
            Aparece, regra geral, ao cimo do texto, é atribuído normalmente pelos autores do manual e transmite-nos o assunto ou a ideia geral do documento.
            b) Fonte
            Surge ao fundo do texto e indica, por norma, o autor, o título da obra de onde foi reti­rada e a data.
                c) Localização
            A localização diz respeito ao tempo (data) e ao espaço (localidade). A data pode ser indicada através do milénio, século ou ano em que o documento foi escrito. Por vezes a localização só aparece, de forma indirecta, no conteúdo do texto, sendo necessário, portanto, fazer a sua leitura para a descobrirmos.
            d) Leitura do texto
Durante a leitura, podes sublinhar, a lápis, as palavras ou expressões que não com­preendes, a fim de procurares o seu significado num dicionário ou perguntares ao teu professor. Os parêntesis – (…) - significam que o texto original foi aí cortado para melhor se adaptar à sua função didáctica. Quando os documentos se apresentaram de difícil compreensão, optou-se por uma versão adaptada. Nesse caso aparece, a seguir à fonte, a palavra adaptado.
            e) Registo
            Registo dos nomes, datas, localidades e conceitos que sobressaem no texto. Verifica quais desses registos já te são familiares e quais os que são novos para ti.
            f) Resumo
            Resumo das principais ideias do texto.
            Podes destacar a ideia geral do texto e, depois, subdividi-la nas principais ideias.
            g) Contributo
            Do texto para o alargamento dos teus conhecimentos.

ANÁLISE DE DOCUMENTOS ESCRITOS
1. Vantagens da utilização do documento escrito na aula de História ajuda o aluno a desenvolver o espírito de observação, estimula a pesquisa, desperta a curiosidade, fomenta a criatividade e fortalece o sentido crítico; contribui para ultrapassar a tendência verbalista e predominantemente informativa do ensino; ajuda o aluno a organizar-se.
2. Critérios para a escolha de documentos escritos: de acordo com os objectivos de aprendizagem definidos; tem de estar ligado aos conteúdos a estudar; em função do nível etário dos alunos; não ser muito longo, nem muito complexo; deve ser um documento rico em informação. O documento deve ser sempre fornecido ao aluno, ou através do seu manual, ou fotocopiado, ou ainda projectado.
3. Classificação dos documentos escritos didácticos documento histórico - que pertence à própria época que se está a estudar. documento historiográfico - que é de uma época posterior àquela que se está a estudar, mas que a ela se refere. Por vezes, os documentos apresentam-se de difícil compreensão e quando assim acontece, muitas vezes, estes aparecem em versão adaptada. O documento escrito didáctico pode então ser uma reprodução do original ou ser sujeito a adaptações para se tornar mais acessível aos alunos. Os documentos escritos históricos subdividem-se nos seguintes tipos:
-documentos pontuais:
objectivos :- fontes jurídicas e administrativas
subjectivos :- fontes literárias e historiográficas
- documentos seriais:
- objectivos - registos paroquiais, inquisições gerais, listas nominais, fontes fiscais.
-subjectivos - testamentos, imprensa, róis de confessados, cadernos de "agravos".
4. Etapas de análise dos documentos escritos A metodologia do tratamento de um documento histórico ou historiográfico difere da utilizada na literatura.
1.ª etapa - Título - transmite-nos a ideia geral do documento e é normalmente atribuído pelos autores do manual.
2.ª etapa - Fonte - geralmente, indica o autor, título da obra de onde foi retirado e a data.
3.ª etapa - Classificação do documento - a natureza do documento se é histórico ou documento historiográfico.
4.ª etapa - Localização espacio-temporal - data em que o documento foi escrito e a sua localidade, normalmente, só aparece no conteúdo do texto, de forma indirecta.
5.ª etapa - Leitura do documento - durante a leitura do documento, o aluno deve sublinhar as palavras que não compreende e registar conceitos, nomes, datas e localidades que sobressaem do documento. De seguida, o professor deve esclarecer o significado das palavras ou expressões que o aluno desconhece.
6.ª etapa - Resumo do documento - levar os alunos a captar as ideias dominantes do texto; compreender a estrutura do texto e delimitar as suas partes.
7.ª etapa - Comentário - relacionar o texto com o conhecimento da época, dentro dos limites temáticos e cronológicos. Deverá ser claro e ordenado. Alude-se, ainda, ao interesse e valor do documento. O professor deve ensinar o aluno a estar atento para procurar distinguir os factos ou acontecimentos referidos, das opiniões ou interpretações feitas pela pessoa que escreveu a informação, pois sobre o mesmo assunto ou acontecimento da mesma época podemos ter visões diferentes. As circunstâncias em que o documento foi escrito e as opiniões dos seus autores, podem influenciar a nossa interpretação da informação. Desta forma, documento contribui para o alargamento dos conhecimentos históricos do aluno.
8.ª etapa - Crítica - questionar autenticidade e objectividade do documento, se possível, comparando com documentos análogos. O professor deve levar o aluno a ter uma atitude crítica perante aquilo que lê - verificar qual a origem da informação, pensar noutras possíveis opiniões, etc.