quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A abertura europeia ao Mundo nos séculos XV e XVI



 Aconselho-te, meu filho, a que aproveites a juventude para estudares e te tornares virtuoso. Estás em Paris, tens o teu preceptor (…) que por ensinamentos vivos e louváveis exemplos te pode educar. Quero que aprendas perfeitamente línguas (…). Quero que não haja história que não tenhas presente na memória para o conhecimento universal dos que a escreveram. Quando eras pequeno, tinhas cinco ou seis anos, fiz-te apreciar as artes liberais: a geometria e a música. Deves prosseguir. Deves aprender todos cânones da astronomia. Quero que saibas de cor todos os belos textos de direito civil e que os confiras com os de filosofia. Quanto aos conhecimentos dos factos da Natureza, quero que te dediques com curiosidade e que não haja mar nem rio, nem fonte de que não conheças todos os peixes, todas as aves, todas as árvores e arbustos, todas as ervas da terra; todos os metais escondidos no profundo dos abismos, as pedras do Oriente a Ocidente (…). Depois, cuidadosamente, volta a estudar os livros dos médicos gregos, árabes e latinos e, por frequentes operações de anatomia, quero que adquiras o perfeito conhecimento do outro mundo que é o Homem. Durante algumas horas do dia começa a trabalhar sobre as Sagradas Escrituras, primeiro em grego o Novo Testamento e a Cartas dos Apóstolos, depois em hebreu o Antigo Testamento. 

Rabelais, Carta de Gargântua a seu filho Pantagruel. .

Com base nas fontes analisadas:
 - evidencie as características antropocêntricas, a valorização da Antiguidade e a consciência de modernidade no Humanismo;
- relacione o espírito crítico do Humanismo com a crítica social.

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